Missão, Visão e Valores
Com a criação da Justiça Eleitoral através do Decreto 21.076 de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o nosso primeiro Código Eleitoral, o Egrégio Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso foi instalado em 11 de novembro de 1932 em sessão solene que ocorreu na Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Os primeiros integrantes do pleno foram: Presidente: Desembargador Palmyro Pimenta; Vice-presidente: Desembargador Salvador Celso de Albuquerque; Juizes efetivos: Desembargador Armando de Souza, Desembargador Amarilio Novis e o Advogado Estevam de Mendonça.
A criação da Justiça Eleitoral representou um marco na história do Brasil, como importante instrumento de consolidação da verdade eleitoral. Além da criação da Justiça Eleitoral, o Código Eleitoral de 1932 trouxe importantes inovações no sistema eleitoral brasileiro, onde podemos destacar: o sufrágio universal, direto e secreto; o voto feminino; a adoção da representação proporcional; a cédula oficial e única nas eleições majoritárias; o registro dos partidos políticos e a volta à unidade nacional em matéria eleitoral.
No dia 16 de novembro de 1937 ocorreu sessão extraordinária do Pleno do TRE-MT com o único objetivo de declarar a extinção do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, pois através da Constituição Federal outorgada em 10 de novembro de 1937, foi extinta a Justiça Eleitoral, e atribuiu à União, privativamente, o poder de legislar sobre matéria eleitoral. A decisão do então Presidente Getúlio Vargas coincidiu com o endurecimento do Regime, no que a História denominou de Estado Novo e, nesse contexto, a Justiça Eleitoral, como guardiã da democracia, não atendia aos interesses do regime totalitário instalado no Brasil.
Em 06 de junho de 1945 ocorreu, na sala das conferências do Egrégio Tribunal de Apelação, a sessão de reativação do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, que com a restauração da democracia após o longo período de regime ditatorial, foi recriado através do Decreto-Lei nº 7.586, de 28 de maio de 1945.
Nos anos seguintes, o Tribunal Eleitoral exerceu importante papel no fortalecimento da democracia, que sofreu duro golpe com a Revolução de 31 de março de 1964, que trouxe trevas para a participação popular na escolha de seus representantes e diminuiu consideravelmente a atuação do TRE.
Com a grande "Campanha das Diretas Já" de 1984, o povo brasileiro mostrou que queria o retorno imediato da democracia, mas o Congresso Nacional, em votação ocorrida no dia 25 de abril de 1984, não aprovou o Projeto de Lei do mato-grossense, e então deputado federal, Dante de Oliveira. Apesar disso, o Colégio Eleitoral elegeu o primeiro presidente civil, após quase 21 anos de ditadura. Foi eleito o senhor Tancredo Neves, mas o vice-presidente José Sarney foi empossado, devido à morte do titular.
Com a redemocratização, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso ganhou importância e exerceu papel decisivo no fortalecimento da democracia brasileira e principalmente mato-grossense, e nesse caminho não envidou esforços para o aprimoramento do processo democrático, e em 1993 apresentou o projeto do que viria a ser a maior conquista da democracia brasileira desde 1932, a Urna Eletrônica, que foi utilizada pela primeira vez nas Eleições Municipais de 1996, e levou o Brasil à vanguarda do processo eleitoral no mundo.
Em 02 de março de 2001 foi inaugurada a nova sede do TRE-MT no Centro Político e Administrativo, num projeto pensado para atender às necessidades do Tribunal pelos próximos 30 a 50 anos.
Apesar de já ter conquistado seu lugar na história da construção da democracia brasileira, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso continua empenhando-se para levar ao cidadão-eleitor serviços eleitorais que não são encontrados nem nos países denominados de primeiro mundo. Isso pode ser verificado por projetos importantes como: "Eleição Comunitária", onde o Tribunal empresta suas urnas eletrônicas à comunidade mato-grossense para a realização de Eleições para a escolha de representantes de bairro, sindicais, escolares, entre outros; "Mato Grosso Cidadão", que emitiu mais de 300 mil documentos, entre inscrições, transferências, revisões e segundas-vias; "Título On-Line", que levou o Estado de Mato Grosso a ser a primeira Unidade da Federação a emitir títulos eleitorais de forma instantânea em todos os cartórios eleitorais e o projeto "Eleitor do Futuro", que num planejamento estratégico preparou jovens entre 10 e 15 anos, através de eleições simuladas, para tornarem-se eleitores conscientes de seu papel na construção de um Brasil melhor.
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso é o instrumento de garantia da seriedade do processo eleitoral em território mato-grossense, seja no comando das eleições, evitando abusos e fraudes, seja na preservação de direitos e garantias por meio da fixação e fiel observância de diretrizes claras e firmes, fundamentadas em lei.
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